O
terceiro número da revista eletrônica “um ponto e outro”,
lançado no dia 28 de fevereiro de 2007, é dedicado a artista
Ana Elisa Dias Baptista. A artista expõe no Museu Victor Meirelles
33 gravuras em metal, que integram duas séries: Gabinete das
Maravilhas e Perinde ac cadáver, morte vermelha.
A
proposta da revista é discutir as mostras temporárias realizadas
pelo Museu Victor Meirelles, apresentando, a cada edição,
as reflexões do grupo, que se reúne quinzenalmente e desde
janeiro deste ano, vem pesquisando e levantando questões sobre
o trabalho de Ana Elisa e as colaborações de outros artistas
e pesquisadores convidados.
Esta
edição conta com os textos "As simetrias da morte"
de Victor da Rosa e "Ciranda de Ana Elisa: Uma reflexão
sobre o velamento" de Maria Salete Borba, ambos integrantes do grupo.
Na
seção "outros textos", Ana Luiza Andrade, pesquisadora
da Universidade Federal de Santa Catarina, contribui com o texto "Gravuristas,
entomólogos, colecionadores na arte de Ana Elisa Dias Baptista".
A
seção educativa, voltada para o professor que visita a mostra,
nesta edição destaca atividades educativas e referências
artísticas a partir da idéia de ciranda e de apropriação.
Para
“diálogo”, seção da revista que propõe
relações entre a produção de outros artistas
e a obra de Ana Elisa, foram convidados os artistas Augusto Cesar Benetti,
Adriana Barreto, Julia Amaral, Karina Segantini e Luciana Afonso. Os trabalhos
abordam, de formas diversas, algumas questões presentes no trabalho
de Ana Elisa, como a morte, os insetos e o desenho, ainda que utilizando
diferentes mídias como fotografia, impressão jato de tinta,
fundição e vídeo. Esta edição também
conta com a participação de Leandro Lopes, que atua na área
de ilustração científica, e fragmentos selecionados
de Michel Foucault e do escritor Mia Couto.
Nos
depoimentos, textos do curador Antonio Carlos Abdalla e dos artistas e
professores de gravura Diego Rayck e Sandra Favero, além de um
afetuoso depoimento do gravador Marcelo Grassman, companheiro e referência
artística de Ana Elisa. Os depoimentos, em tom informal, abordam
o trabalho de Ana Elisa por vieses particulares, desde a trajetória
da artista, a gravura, a questão do olhar, e ainda a relação
entre morte, desenho e fotografia, em um texto de Aline Dias, artista
e integrante do grupo, que comenta as reflexões do grupo e alguns
dos diálogos desenvolvidos na revista.
A
revista também disponibiliza imagens e guias de pesquisa, como
a seção de links e o currículo da artista, bem como
um banco de imagens, que também apresenta, nesta edição,
outros trabalhos da artista, como imagens do ateliê e alguns dos
inúmeros desenhos que a artista desenvolve no que chama de cadernos
de ateliê, o que permite conhecer um pouco mais de seu processo
e trajetória.
A
mostra, intitulada ciranda, poderá ser visitada até
o dia 19 de abril de 2007 e durante este período a revista ainda
pretende ampliar o conteúdo apresentado no lançamento, com
novas contribuições da pesquisadora Rita Lenira de Freitas
Bittencourt, do músico Diogo de Haro, além de entrevista
da artista para a jornalista Néri Pedroso, integrante do grupo.
Ainda serão realizadas atualizações no banco de imagens,
documentando algumas etapas importantes da exposição menos
acessíveis, como a montagem e o trabalho de ação
educativa.
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