A revista eletrônica “um ponto e outro”
é o resultado das discussões do grupo de estudos homônimo,
que iniciou suas atividades neste ano no Museu Victor Meirelles. A proposta
do site é reunir reflexões sobre as exposições
do Museu Victor Meirelles, tornando visível e acessível
os conteúdos desenvolvidos pelo grupo.
O primeiro número
de “um ponto e outro” é dedicado ao artista José
Leonilson Bezerra Dias, que ganha sua primeira mostra no estado de Santa
Catarina. O lançamento da revista, coincide com a exposição
Deserto no Museu Victor Meirelles, a qual conta com a curadoria
de Ricardo Resende, coordenador do Projeto Leonilson e diretor do Museu
de Arte Contemporânea do Ceará.
A revista terá edições bimestrais, acompanhando
o calendário de exposições do Museu, e está
estruturada em três eixos principais: roteiro de pesquisa, ação
educativa e crítica.
O eixo “roteiro de pesquisa” reúne
biografia e referências bibliográficas sobre o artista,
fontes de pesquisa na internet e um banco de imagens da exposição.
O segundo eixo, “ação educativa”, oferece
um roteiro de referências e propostas para o professor de artes,
além de textos que propõem um debate sobre educação
e arte contemporânea. O terceiro eixo, “crítica”,
reúne entrevistas, depoimentos e textos críticos desenvolvidos
por integrantes do grupo e por convidados e diálogos com obras
de outros artistas.
O grupo pretende ainda articular a publicação
dos textos e entrevistas na imprensa, a fim de ampliar o alcance do
debate e contribuir para divulgação das reflexões.
Entendendo o espaço do Museu como lugar privilegiado
de trocas e reflexões, a idéia do grupo é desenvolver
o exercício crítico de pensar, debater e escrever sobre
os discursos expositivos e a mediação com o público
e, dessa forma, contribuir para a formação de um campo
artístico mais denso e dinâmico na cidade de Florianópolis
e também para a ampliação e fortalecimento da capacidade
de intervenção, entendimento e aproximação
do visitante com o espaço público.
O Projeto pretende ainda permitir a discussão
e a inclusão de novas idéias, convidando estudantes, artistas,
críticos, curadores e outros profissionais a apropriarem-se do
Museu, como possibilidade de inovar, atualizar, reformular, pesquisar
e discutir critica e ação educativa a partir do Programa
de Exposições.